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DICAS PARA BAILES E FESTAS

O professor Roberto Mendoza dança desde 1987 e nesse período já participou dos mais diversos tipos de festas e bailes, de piso de mármore à de terra batida.
Logo abaixo, contribui com dicas, algumas praticamente normas, que evitam situações desagradáveis, cometidas mesmo sem má intenção, facilitam e dão prazer e segurança à dança e a evolução dos casais numa pista de dança a dois.

  1. Tomar todas as informações possíveis sobre a festa ou baile que se pretende ir
  2. Cuidados com os odores
  3. Querer entrar no baile de bicão, sem pagar
  4. A dança como relação social
  5. Como fazer o convite?
  6. E quando se recebe o convite?
  7. Convite aceito. Vamos para a pista
  8. Entrando na pista
  9. Começando a dançar
  10. Desenvolvendo a dança
  11. Finalizando a dança

Esperamos que nossas dicas contribuam para seu sucesso nos bailes e deixamos essa seção disponível à suas contribuições. E lembre-se: uma pessoa boa dançarina não é a que bem executa os passos, e sim as que fazem seus pares felizes ao dançarem com ela. Você é o maior responsável pelo seu Conceito.


1. Tomar todas as informações possíveis sobre a festa ou baile que se pretende ir

Primeiro porque facilita o convite aos amigos, presenças sempre recomendáveis em festas, e praticamente obrigatórios quando o baile implica na compra de mesas. O tipo de baile implicará na vestimenta mais adequada, principalmente se for típico. Porém, o critério conforto para os movimentos nunca deve ser posto de lado. As dançarinas geralmente optam por saias por darem mais movimento à dança.

Informação sobre o tipo de pista de dança, principalmente o nível de atrito, evitará que se fique patinando ou preso ao chão. Para àqueles que dão preferência para dançar com dançarinos mais experientes, usar sapatos específicos de dança de salão aumentam as suas chances, pois estes dançarinos costumam fazer esta verificação. Saber das possibilidades e custos de estacionamento ou de condução evita desgastes antes e depois dos bailes.

Informações sobre a necessidade de comprar convite ou mesa com antecedência e sobre possíveis filas na entrada, também evitam aborrecimentos. "Já cansei de ficar mais de hora em filas de forrós universitários em São Paulo, que mais andavam para trás do que para frente", lembra Roberto Mendoza. O que nos lembra que entre os dançarinos também não é ético furar fila, mesmo que para se encontrar com amigos que já estão na fila, até porque o encontro pode muito bem ser feito já dentro do baile.

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2. Cuidados com os odores

Nos preparativos para o baile além dos cuidados com as vestimentas, o cuidado com o odor corporal e com o hálito são decisivos para o sucesso de quem dança. Perfume demais é tão prejudicial quanto a falta dele. Cuidado com certas tintas de cabelo que também deixam cheiro forte.

Já o mau hálito, tecnicamente conhecido como halitose, é um desses odores que pode ter diversos motivos para ocorrer, nem sempre resolvidos com uma simples balinha e que segundo pesquisa 60% das pessoas sofrem, pelo menos ocasionalmente. E o pior é que a maioria das pessoas não sabe avaliar o próprio hálito. Algumas sofrem do problema e sequer sabem disto, já outras desenvolvem um medo exagerado do odor, sem realmente ter halitose.

Os principais fatores são fluxo insuficiente de saliva, gotejamento nasal posterior, doenças da gengiva, má higiene bucal, excesso de bactérias na parte posterior da língua e nos sulcos gengivais, sinusite, ficar longos períodos sem comer ou beber e uso de medicamentos (antidepressivos, tranqüilizantes, anti-histamínicos, descongestionantes e anti-hipertensivos podem causar halitose porque reduzem o fluxo de saliva). Pode ter ainda causas digestivas (má digestão ou úlcera duodenal) e pulmonares (tuberculose) ou mesmo psicológicas, pois o afastamento devido ao mau hálito seria uma desculpa para fugir do convívio social, faltar ao trabalho e não se relacionar afetivamente.

Quanto a odores corporais, normalmente se resolve com boa higiene e reforço na dose de desodorante ou antitranspirante, embora esse último seja acusado por muitos como causador de câncer de mama. Pode-se levar também para o baile pequenas doses desses produtos. Há também quem leve camisas extras. Porém, muitas vezes se tem problemas com odores corporais devido a ingestão de determinados alimentos, como o nabo por exemplo, e daí a solução é evitá-los nas datas próximas às festas ou seguir o conselho de naturalistas que dizem ser ótimo para a "limpeza do sangue" tomar suco de limão puro em jejum logo de manhã.

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3. Querer entrar no baile de bicão, sem pagar

Esta é uma das maiores gafes que devem ser evitadas. Os promotores têm enorme trabalho e custos para organizar um baile para nos divertimos. Eles pagam aluguel de som, do salão, iluminação, orquestra, DJ, garçom, limpeza, gráfica, publicidade, pessoal de apoio e muito mais, enquanto nós pagamos um simples ingresso, geralmente de preço razoável. Não custa colaborar.

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4. A dança como relação social

Um baile é um local de convívio social e para os dançarinos também uma oportunidade de aprimorar sua técnica, através da prática e intercambio com outros dançarinos.

Seja social, sempre que possível não dance a noite inteira com a mesma pessoa, dê a todos uma chance de dançar e procure relacionar-se com pessoas de outros grupos. Regras de etiqueta são contra tirar o mesmo parceiro para mais que duas danças consecutivas. Isso vale também para quem chega acompanhado, pois é de antemão presumido que quem vai a um baile deseja esse convívio social. É como num jantar, não se vai para ficar conversando só com quem lhe acompanhou.

Também pela etiqueta, a primeira e a última dança do baile devem ser reservadas a quem lhe acompanha Para tornar-se um dançarino experiente você precisa praticar, e por isso deve aceitar e fazer o máximo de convites. Os dançarinos buscam um par. Portanto, o convite se converte em um círculo vicioso. Demonstre sua cordialidade, e com certeza você nunca ficará sem par.

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5. Como fazer o convite?

A quem convido, a esta moça ou a sua amiga? Dirá que sim? Que faço se me disser que não? Tremor de mãos, suor frio pela espinha e o medo de "levar tábua" são constantes neste momento, para cavalheiros e damas, pois hoje em dia as damas também podem ter a iniciativa do convite, inclusive nos ambientes mais formais.

Delicadeza é regra geral, mas também nada de exagero: "Se importaria em ser amável e me dar a honra desta dança, para que possamos aqui desfrutar de toda a sensibilidade desta incomparável melodia? Além de mostrar insegurança, como geralmente há ruídos, frases longas são prejudicadas. O tradicional "vamos dançar?"acompanhado de um sorriso no rosto e do gesto da mão apontando para a pista de dança ainda é o mais recomendável.

Mais algumas dicas: Se a pessoa estiver no meio de uma conversa, o melhor é esperar que termine ou dê uma pausa, mesmo que esteja com uma cara de "que conversa chata... Queria estar dançando..."

Nunca convide à distância, principalmente com assobios ou sinais de dedos. È necessário uma aproximação. É sempre bom certificar-se que a pessoa não esteja indo ao banheiro, embora acontecendo, já que ninguém tem escrito no rosto suas intenções, desculpar-se e perguntar se pode repetir o convite mais tarde é a melhor saída.

Se a pessoa eleita estiver num grupo e você deixou claro que a elegeu, por um contato de olhos por exemplo, no caso de um "não" a melhor coisa a fazer é sorrir e dar meia volta. NUNCA convide a outra do grupo no mesmo momento, pois ninguém gosta de se sentir "segundo prato", e outra tábua será certeira. Se quiser, espere pelo menos uns dez minutos e faça nova tentativa com outra pessoa do grupo. Por isso acreditamos ser boa estratégia aproximar-se de um grupo com uma cara do tipo "estou aqui para dançar e a mim não faz diferença com qual de vocês vou dançar, e só estou convidando esta pessoa porque ela está mais perto". É claro que esta pessoa que "por um acaso" está mais perto na hora da abordagem do grupo é a sua eleita. E assim, no caso de um "não" da eleita, não ficará mal fazer o convite, sem cara de desgosto, a outra pessoa, ou mesmo a todas as demais do grupo.

No caso de coincidir duas pessoas abordarem ao mesmo tempo para fazer o convite, será constrangedor para a pessoa abordada ficarem no jogo do "pode ir você... não, vai você". O ideal é deixar para quem recebeu os convites escolher, que fará delicadamente sua escolha, e na linha da boa etiqueta, prometerá a próxima dança a pessoa não escolhida.

Se um cavalheiro for tirar uma dama acompanhada de outro cavalheiro, poderá ou não pedir licença a ele. Se tiver algum receio de embaraço é melhor fazê-lo, mas caso contrário deve pedir diretamente a ela, evitando uma demonstração de machismo.

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6. E quando se recebe o convite?

Quando uma pessoa faz o convite à dança, está sendo amável e gentil. Portanto, mesmo que você não queira dançar, procure sorrir e responder educadamente seu convite, até para não queimar possibilidades para um próximo baile.

Para dar "tábua" é preciso ter um bom motivo, como no caso de um convite grosseiro ou de quem abusou da bebida. Nestes casos o melhor é dizer que não conhece esta dança, que precisa descansar um momento ou que prometeu esta dança a outra pessoa. Caso contrário, faça um esforço e dance pelo menos duas músicas com quem te elegeu entre tantas no salão, além do que um baile é uma oportunidade de se estabelecer novas amizades.

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7. Convite aceito. Vamos para a pista

O cavalheiro deve dar o seu lado direito para a dama e deixá-la escolher o caminho a ser feito. Não deve guiar-lhe pelas mãos e muito menos arrastá-la ou empurrar-lhe. Cuidado: não se põe os demais em risco levando para pista cigarros e copos. Bolsas, sacolas, pochetes, chapéus e outros acessórios pendentes também atrapalham.

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8. Entrando na pista

A quem entra cabe a responsabilidade de evitar colisões. O mesmo cuidado é importante quando for necessário atravessar o salão, o que, aliás, deve ser evitado ao máximo.

A primeira coisa a fazer é escolher a faixa onde se irá dançar. Explicando melhor, toda pista de dança pode ser dividida em três faixas, a mais externa, que faz fronteira com mesas, paredes ou mesmo com um palco, a central e a interna, situada entre o centro e a faixa externa. Nas danças progressivas, como Samba de Gafieira, Bolero, Tango, Valsa e Fox Trot, ficar na pista externa significa estar sempre rodando o salão no sentido anti-horário. Quem quiser ficar namorando, ou quem não tem técnica para rodar o salão, deverá ficar no centro. É tido como boa estratégia para os iniciantes ficar na faixa interna, de onde poderá ir para a segurança do centro, ou arriscar-se de vez em quando na faixa externa. Já nas danças que são mais localizadas, as não progressivas, como Forró, Salsa, Merengue, Rock e Soltinho, a pista externa também não girará, mas cuidado, algumas músicas como as de Slow Fox, permitem serem dançadas tanto num estilo progressivo como Fot Trot ou num localizado como Swing ou Soltinho.

Assim percebendo casais no estilo progressivo, para se dançar localizado terá que se ir para o centro. Nas danças localizadas, os iniciantes menos tímidos sentirão mais conforto na beirada da pista externa, pois haverá menor movimentação de casais ao redor.

Porque percorrer o salão pelo sentido anti-horário? Não se sabe a origem ao certo, mas segundo Roberto Mendoza, dois são os motivos principais. Primeiramente sendo destras a maioria das pessoas, há a tendência de se girar para a direita, assim percorrendo o sentido anti-horário, a tendência é ir para fora da pista, aproveitando-se todo o espaço da pista. Se a maioria destra fosse pelo sentido horário, a tendência seria ir para o centro, embolando todo mundo. Outro motivo é que neste sentido o cavalheiro tem apenas a visão da área da direita, fora da pista, obstruída pela dama. Se ele fosse pelo sentido horário, teria justamente obstruída a visão para o meio, provocando acidentes.

Mesmo quando o cavalheiro dança de costas, esse sentido facilita à dama avisá-lo de algum obstáculo (deve fazê-lo com um leve apertão de mão e não aos trancos). Nota: um passo ou outro obriga o casal a ficar parado ou mesmo ir na contra-mão, mas é claro que só deve escolher fazer esses passos quando há espaço para isso, não prejudicando o andamento de outros casais. Os casais à sua frente não rodam a pista? É, eles estão errados, mas resista a tentação de usar os cotovelos, bons dançarinos usam a criatividade para sair do "trânsito" com classe.

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9. Começando a dançar

Antes de se começar a fazer passos é recomendável gastar-se uns dez segundos pelo menos para se adaptar ao ritmo e melodia da música e melhor se sintonizar com o parceiro.

Cabe ao cavalheiro regular a distância entre o casal. Dançar coladinho é plasticamente mais bonito e facilita a comunicação corporal, contudo o cavalheiro deve estar atento para ajustar a distância caso a dama dê sinais de estar incomodada com pouca ou muita distância.

A dama deve deixar que o cavalheiro tome a iniciativa e inicie os movimentos, não sendo rebelde nem ansiosa. O cavalheiro não deve ser afobado e deverá passar convicção para a dama (mesmo quando não a tem).

Quando o casal está dançando junto pela primeira vez é importante uma adaptação e por isso o cavalheiro não deve já de início fazer passos complexos, mesmo porque não saberá se ela o acompanhará. Se a dama for mais experiente não deve lhe cobrar passos, pois conseguirá melhor resultado do seu cavalheiro se deixá-lo a vontade e passar-lhe a idéia de que não o está julgando. Além do mais, o prazer de uma dança vem muita mais da sintonia que se consegue com o parceiro do que pelos passos executados.

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10. Desenvolvendo a dança

Lembrando que a Dama não é escudo, para evitar colisões o casal deve estar preparado para mudar de direção a qualquer momento. Evitar as áreas congestionadas implica prever o movimento geral e adaptar os movimentos às áreas livres. Também é importante adaptar a velocidade a dos outros dançarinos, pois dançar com rapidez ocupa muito espaço. Dançando lentamente, impede-se a evolução de outros pares.

Nunca se pára no meio da pista, ou se forma grupinhos para dançar no mesmo lugar.

Manter uma boa postura (veja dicas de postura) evitando olhar para o chão, sacudir-se ou usar de movimentos bruscos ou mesmo força. Deixar a mão apoiada no bumbum do par, não fica bem para ambos.

As diferentes danças têm pequenas particularidades estéticas nas quais reside o seu espírito: o vestuário, os passos e a forma de mover proporcionam um estilo coerente aos detalhes. Assim é de bom gosto, dançar cada música com sua "cara", dançar bolero com jeito de bolero, forró com jeito de forró, e não ir fazendo qualquer passo em qualquer dança.

Nunca culpe seu par dos erros ocorridos durante a dança. Independentemente de quem seja, quando ocorrer tal fato, sorria, desculpe-se e prossiga com a dança. Insistir em explicações pode incomodar seu par e desviar a atenção sobre o fundamental: o prazer de dançar a dois. Se não houver uma compatibilidade técnica entre o par, o dançarino mais experiente deve igualar-se ao outro, executando movimentos simples e, na medida do possível, aumentando o grau de dificuldade. Convém memorizar o ponto atingido para recuperá-lo na próxima vez que dançarem juntos.

Deve-se evitar a tentação de se ensinar ou pedir que se ensine passos durante a dança. O Baile é para se descontrair, e nem sempre o par quer entrar em clima de aula. Se você é o inexperiente, recorra a uma frase do tipo: "não conhecia este passo". Isso convida, mas não obriga o ensino. Se você é profissional de dança de salão jamais ensine em baile, pois será antiético se acabar dando aula para alunos de outro profissional.

Evite passos onde os pés subam muito alto, onde o cavalheiro e dama se afastem muito, ou exija grande deslocamento. Mostre classe e criatividade na dança sem "agredir" outros casais.

Passos aéreos na pista de dança, sim ou não? È um dos temas de grande discussão entre os dançarinos. Há os que defendem a possibilidade de fazê-los quando há grande sobra de espaço, bom entrosamento do casal e nenhuma atitude de arrogância sobre os demais.

Contudo, a maioria os restringe para shows e competições. Assim, quem quiser fazê-los e aproveitar para demonstrar toda a sua técnica, poderá solicitar aos promotores do baile autorização para dançar no palco ou mesmo para liberarem a pista por alguns instantes. Não há nenhum mal nisso, e é muito mais simpático e proveitoso a todos, do que ficar forçando a barra no salão. Beber além da conta é vexame certo. Além do mais, entre os dançarinos, cheiro de álcool e cigarro em geral não são bem vistos.

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11. Finalizando a dança

Nos finais de seleção é de bom tom aplaudir a orquestra ou o DJ, pois da boa auto-estima deles dependem muito a qualidade de nossos bailes. Mas se a qualidade não estiver boa, o não aplauso é uma boa forma de protesto.

Se for necessário interromper a dança, procurar encontrar uma forma delicada de fazê-lo, de preferência ao final de uma música. Procure se posicionar próximo ao local onde se fez o convite para dançar, evitando desta forma atravessar o salão e incomodar os pares. Deixando a dama na sua mesa, o cavalheiro se despede agradecendo pela dança.

Dançar não é sinônimo de namoro, como pensam os mal informados. Mas se "pintou um clima" não se acanhe e aproveite, pois é a coisa mais normal e bonita que pode acontecer entre homens e mulheres.

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Dançar a dois é social, terapêutico e dietético.

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